21 de mai. de 2012

Aumento de CO2 contribuiu para o fim da última Era do Gelo, diz estudo


Estudos anteriores afirmavam que aquecimento antecedeu aumento de CO2.
Novo estudo buscou reconstruir temperaturas em escala global.


O aumento da concentração de CO2 foi uma das peças chave para aquecer o planeta e encerrar a última Era do Gelo, há cerca de 12 mil anos. “A conclusão é de um estudo publicado nesta quarta-feira (4) na revista científica”. Estudos anteriores, que analisaram apenas as mudanças na Antártica, mostravam que o aumento da temperatura começou a ocorrer antes da elevação do nível do gás. “Já no novo estudo os cientistas avaliaram o planeta como um todo e provaram a relação direta entre os dois fatores.” Se você reconstruir temperaturas em escala global – e não somente na Antártica – se torna evidente que a mudança nos níveis de CO2 antecedeu a maior parte do aquecimento global. “Isto significa que o efeito estufa teve um importante papel na elevação das temperaturas e no encerramento da última Era do Gelo”, resumiu Jeremy Shakun, um dos autores da pesquisa, em material de divulgação. Para analisar as mudanças em escala global, os cientistas coletaram 80 amostras de gelo em diferentes partes do planeta, como a Groelândia e lagos congelados no continente, além da própria Antártica. A partir delas, eles conseguiram estimar as condições de temperatura e concentração de CO2 no fim da Era do Gelo. Segundo o estudo, o estopim do início do aquecimento pode ter sido uma mudança na órbita da Terra, que aumentou a quantidade de calor do Sol, derreteu geleiras e modificou as correntes oceânicas. Este processo pode ter provocado a liberação de CO2 armazenado em camadas mais profundas dos oceanos. “O caso específico da Antártica, onde o aquecimento começou antes da elevação de CO2, foi explicado pelos cientistas como resultado de diferenças da distribuição de calor entre os hemisférios Norte e Sul.” O CO2 teve um papel fundamental no encerramento da última Era do Gelo, processo que levou cerca de 10 mil anos. Agora, os níveis de CO2 estão crescendo novamente, mas desta vez um aumento equivalente de CO2 ocorreu em apenas 200 anos. Existem sinais claros de que o planeta já está começando a responder”, concluiu Shakun.


Texto postado por: Lauro Rodrigo

15 de mai. de 2012

Meio Ambiente




            Sabe-se que o meio ambiente é tudo que se diz respeito à ecologia - ciência da morada, aos ecossistemas – a própria morada, as relações da fauna e flora, bem como dos agentes de desequilíbrio, poluidores e destruidores do meio. A própria natureza em milhares de ano é encarregada pelo desequilíbrio e destruição do meio, mas o que se deve levar em conta aqui é o papel destruidor da ação humana, que vem gradativamente destruindo o deu habitat. Daí em se pensar em uma consciência ecológica, para cuidar do meio ambiente e tentar amenizar os tantos problemas existente neste planeta. Deve-se partir de uma escala micro, fazendo o nosso dever de casa e se entender a uma escala macro, um trabalho em conjunto um verdadeiro esforço transnacional, não apenas nos debates em conferência, mas sim através da ação, para que o futuro das próximas gerações não seja tão desanimador.
           
            Dentre as ações humanas para desequilibrar o meio ambiente temos o furto     das riquezas naturais, um fato muito antigo e que nos últimos anos tem-se intensificado, como derrubadas e queimadas das florestas, com isso colocando em extinção muitas espécies de fauna e flora. A caça predatória entre outras, ou seja, percebe-se interesse econômico social por traz disso tudo e que a cada dia cem a duzentos espécies de plantas ou animais somem para sempre da superfície do planeta.
           
Diversos são os caminhos que levam a degradação do meio, mas o desenvolvimento econômico é sem duvida o maior vilão. Para tal situação existe alternativa, é só usar a criatividade, determinação e contar também com a ajuda dos governantes e sociedade. É começar a se pensar em desenvolvimento sustentável, atendendo as necessidades do momento, sem comprometer as possibilidades de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades.


Fonte de pesquisa: Kloetzel, Kurt. O que é meio ambiente. ed. Brasiliense, São Paulo: 1998. (Coleção primeiros passos).

Através da analise do texto pesquisado cheguei a redigir o meu próprio texto com a compreensão adquirida.

Por: Alisson Douglas Ribeiro dos Santos

8 de mai. de 2012

Educação e Tecnologia


Saíram dois ótimos textos sobre como o governo tem enxergado a questão da tecnologia nas salas de aulas das escolas públicas brasileiras. Há vários programas para aproximar a tecnologia de professores e alunos, mas nenhum programa sério para estabelecer uma relação de ensino/qualidade. Não há projetos sérios para melhorar a carreira de professor, tanto financeiramente como profissionalmente. Todos sabemos a importância primordial que professoras e professores tem nesse país, mas a realidade em que vivem atualmente, numa profissão extremamente desvalorizada, não reflete essa importância. Sem reconhecimento profissional, dificilmente se terá professores motivados. Portanto, apenas distribuir computadores e tablets não resolve nada.
Vale lembrar que muitas pessoas que estão nas salas de aulas lecionando não queriam estar ali. Os cursos de pedagogia tem inúmeros alunos que buscam apenas um diploma universitário, afinal existem inúmeros cursos de pedagogia e pouquíssimas escolas de aplicação. Os estágios são pouco supervisionados e muitos nem cumprem toda carga horária dos estágios em sala de aula. Há também os professores que estão e querem continuar lecionando na sala de aula, mas que além dos baixos salários enfrentam a violência e a falta de apoio do governo.
Programas como o ProUni promovem a formação de professores para as escolas públicas, mas não permitem que escolham outro curso que não seja pedagogia ou licenciaturas. Por outro lado, há várias pessoas que gostariam de estar lecionando nas salas de aulas, mas que no sistema atual não sentem que teriam êxito, porque não encontram liberdade e apoio para aplicar novas dinâmicas e não teriam reconhecimento profissional perante a sociedade. De nada adianta formar uma legião de professores se eles não querem realmente estar em sala de aula, se estão ali por falta de opções, porque não conseguiram passar em outros cursos e ter outras profissões.
Em As mentiras convencionais de nossa educação, Lincoll Secco enumera diversas mentiras dadas como soluções para a educação brasileira. Cita, inclusive, o arremedo de solução que o governo criou quando foi cobrado a abrir mais vagas nas creches e na educação infantil:
4. Não é verdade que a redução da idade de ingresso na escola atendeu critérios pedagógicos. Como as creches se tornaram um direito reivindicado pelas mães e custa mais barato abrir um turno na escola fundamental, os governos reduziram a demanda por creches fazendo as crianças saírem mais cedo delas.
5. Não é verdade que aumento salarial substancial não melhora a educação. O problema é que um professor carece de salário e status. A relação pedagógica é baseada principalmente na autoridade conferida ao docente pela avaliação, idade, conhecimento e respeito social. Como vivemos numa sociedade capitalista, é claro que a maior parte desses atributos depende da renda. Ou seja: do salário!
A demanda por berçários e creches no Brasil é tão alta que nem as instituições privadas dão conta, especialmente vagas no período integral. Há mães e pais que entram na fila da vaga antes do parto da criança. Uma das melhores soluções seria flexibilizar o horário de trabalho de mães e pais para que eles possam ficar mais próximos dos filhos nesses primeiros anos, mas sabemos que o capitalismo não está preocupado com isso. Se não há creches com quem mães e pais vão deixar as crianças? As empregadas domésticas cada vez buscam novas oportunidades no mercado de trabalho e babás especializadas fazem bem ao cobrar alto por seu trabalho. Atualmente, as famílias são pequenas e muitas vezes não há uma avó, madrinha ou outro parente para ficar com as crianças enquanto mães e pais trabalham. As pessoas terão que resolver essa questão, mas é preciso compreender que o bem estar das crianças é responsabilidade de toda a sociedade.
Em Ipad pra todo mundo, Ana Elisa Ribeiro fala justamente da simplicidade dos programas que apenas distribuem o instrumento tecnológico, mas não capacitam ninguém:
Tenho colegas que andam saltitantes de alegres com essa história de estados ou o governo dar iPads para os professores. Também dei lá meus pulinhos, mas não eram bem de alegria. É que fico perplexa com a superficialidade das soluções. Fico mesmo embasbacada e chego a perder parcelas de sono por conta disso. Será que é muito difícil de entender? Se alguém não tem condições dignas de trabalho (e de vida mesmo), não adianta dar um iPad, um refresco ou um jogo de resta um pro cara. O negócio é saber o que fazer com as máquinas. Mas deve ser bem difícil de compreender a profundidade desta condição.
Afinal, o que eu estou dizendo? Que os professores precisam mais de criatividade e do propiciamento de suas inteligências do que de máquinas novas. Sai até mais barato, quem sabe? Se bem que é claro que alguém fez essa conta antes de comprar os iPads. Provavelmente foi assim: se eu der esses brinquedinhos pra esse pessoal vai sair mais em conta do que qualificar todos eles e permitir que eles tenham ampliado seu letramento digital. A conta fecha.
É moleza fazer propaganda e dizer que está equipando as escolas com equipamentos da moda de última geração, mas o que isso realmente muda na vida de professores e alunos que convivem em salas super lotadas e com grandes barreiras comunicacionais? Fora a falta de autoridade, afinal o status dos professores socialmente é minúsculo.
Os jovens conhecem a tecnologia e mesmo para os mais pobres as lan houses foram uma importante porta de entrada, mas não há educação para cidadania por si só. É preciso aprender por meio das relações interpessoais, a criatividade pode ser estimulada de diferentes maneiras fora do meio digital e ela é fundamental para o aprendizado, pois é o contato com o concreto que facilita o caminho para o abstrato.
Li ontem que uma lei declarou Paulo Freire patrono da educação brasileira. Mais do que nunca é preciso retomar tudo o que Freire ensinou, que a tecnologia é importante, mas o fundamental é promover a educação por meio do cotidiano do aluno, deixando claro o quanto a política e os sistemas sociais influenciam na educação. Afinal, sempre há quem ganhe com a desvalorização da educação pública brasileira.

A história da tecnologia educacional



A entrada da informática na educação, no Brasil, está ligada diretamente ao ingresso dos microcomputadores, que ocorreu nos últimos trinta anos, principalmente no campo da microeletrônica, acarretando inúmeras transformações. Essas transformações ocorreram em vários setores econômicos, como indústrias, bancos e telecomunicações, que passaram a ter como base de seu desenvolvimento a informática.
Os avanços tecnológicos educacionais começaram na década de 1970, com a caracterização de dois pontos de vista: um restrito e outro amplo. O restrito estava limitado ao ensino dirigido apenas à utilização dos recursos dos microcomputadores no aspecto físico, ou seja, dominar os equipamentos; já o amplo se enquadrava em uma linha diferente, baseada no desenvolvimento e na administração dos elementos sistêmicos, ou seja, na educação concebida como o sistema ou a totalidade de subsistemas inter-relacionados, em que o papel da tecnologia é apenas colaborar, fornecendo ferramentas para o auxílio do desenvolvimento de atividades na educação.
Abaixo, seguem os principais investimentos em educação com tecnologia no país:
• 1981 – Política de Informática Educativa (PEI), do governo federal, das secretarias estaduais e municipais de educação e das universidades, a fim de inserir o computador no processo ensino-aprendizagem.
• 1982 – Centro de Informática Educativa do MEC – CENIFOR, subordinado à Fundação Centro Brasileiro de TV Educativa, seu papel era assegurar a pesquisa, o desenvolvimento, a aplicação e a generalização do uso da informática no processo de ensino-aprendizagem em todos os níveis e modalidades.
• 1983 – Comissão Especial de Informática na Educação (CE/IE), que elaborou e aprovou o projeto Educom – Educação com computadores, ficando a cargo da FUNTEVÊ, apoiado financeiramente pela Secretaria Especial de Informática (Seinf-MEC), pelo CNPq e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
 1985 – I Plano Setorial: Educação e Informática, prevendo ações nos segmentos de ensino e pesquisa relacionadas ao uso e aplicação da informática na educação.
• 1986 – Comitê Assessor de Informática na Educação de Primeiro e Segundo Graus – CAIE/SEPS, aprovou-se o programa de ação imediata em informática na educação.
• 1988 – Realizou-se o III Concurso Nacional de Software Educacional Brasileiro, e a Organização dos Estados Americanos (OEA) convidou o MEC-Brasil para avaliar o programa de informática aplicada à educação básica do México. O resultado foi um projeto multinacional de cooperação técnica e financeira integrado por sete países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana e Venezuela), com o objetivo de utilizar as redes telemáticas para a formação de professores, investigadores, administradores escolares e membros da comunidade, para auxiliar a implantação da informática na educação e a promoção de mudanças na escola pública.
• 1989 – Jornada de Trabalho Latino-Americano de Informática na Educação e Reunião Técnica de Coordenação de Projetos em Informática na Educação; a Unicamp avançou implantando o II Curso de Especialização em Informática na Educação – Projeto Formar II. Outro fator importante foi que o Conselho Nacional de Informática e Automação (CONIN) alterou a redação do II Plano Nacional de Informática e Automação, introduzindo ações de informática na educação, implantando núcleos de informática em educação nas instituições de ensino superior, secretarias de educação e escolas técnicas, no sentido de criar ambientes informatizados para atendimento à clientela de primeiro, segundo e terceiro graus, educação especial e ensino técnico, para o desenvolvimento de pesquisa e formação de recursos humanos; instituiu-se o Proninfe (Programa Nacional de Informática na Educação).
 1991 – Aprovado o 1º Plano de Ação Integrada (Planinfe), para desenvolver nos anos de 1991 a 1993 um plano de ação integrada com objetivos, metas e atividades para o setor da informática educativa; criou-se o Comitê Assessor de Informática Educativa.
 1996 – Foi criada a Secretaria de Educação a Distância – SEED, e também foi apresentado o documento básico “Programa Informática na Educação”, tendo como função básica promover o uso da informática como ferramenta de enriquecimento pedagógico no ensino público médio.
• 2000 – Projeto Rede Telemática para Formação de Educadores a Distância. O projeto formava professores, administradores, pesquisadores e membros das comunidades escolares em informática na educação, analisando, estudando e programando as mudanças pedagógicas e de gestão da escola, integrando a comunidade e a escola, envolvendo e formando continuamente os seus integrantes.
• 2010 – O governo federal instalou 6,6 mil telecentros em 5,4 mil cidades brasileiras. Os telecentros são dotados de dez computadores, servidor central, central de monitoramento, impressora, mobiliário e conexão internet.
• 2010 – Parcialmente, o Estado de São Paulo promoveu a inclusão digital implementando 519 postos do Acessa São Paulo, atendendo a 464 municípios paulistas. Também foi criado o programa Acessa Escola em 3.752 escolas da rede pública estadual. Esse programa tem um diferencial ao utilizar estagiários, cerca de 13.086, que serão os responsáveis pelo atendimento aos alunos nas salas de informática, que permanecem abertas o dia todo.
Atualmente, o MEC tem procurado, através de seus projetos, fundamentar nas escolas um enorme potencial didático-pedagógico, ampliando oportunidades onde os recursos são escassos, familiarizando o cidadão com a tecnologia que está em seu cotidiano, dando respostas flexíveis e personalizadas para pessoas que exigem diversidade maior de tipos de educação.
Outro fator é a criação de espaços educacionais que promovam a formação e o conhecimento em informática educativa, motivando os profissionais e alunos para aprender continuamente, em qualquer estágio de suas vidas.
Agora com a entrada das redes sociais , novos caminhos e novos rumos estão sendo tomados na interpretação e mediação desta poderosa ferramenta de apoio ao aprendizado.

1 de mai. de 2012

Como mudar hábitos de consumo para produzir menos lixo


   O ritmo alucinado das grandes cidades está fazendo mal ao nosso planeta. Nossos hábitos cotidianos, como a produção crescente de equipamentos tecnológicos e o acúmulo de resíduos, estão exigindo da Terra mais do que ela pode suportar. A saída é uma só: conscientização.


     O consumo está ligado ao mundo em que vivemos, em maior ou menor grau em diferentes países. Apesar de serem unânimes em afirmar que o hábito é responsável pelo esgotamento do planeta, os especialistas admitem que não é possível acabar com ele. A saída é comprar com critério e moderação. Quando se fala em consumo exagerado, no entanto, os Estados Unidos são o país que primeiro vem à nossa mente. Para a maior parte 310 milhões de norte-americanos, o consumo é a ferramenta ideal para atingir o ideal de vida confortável. Graças a incentivos públicos, a partir de 1945, milhões de habitantes do país deixaram o agito das grandes cidades e migraram para casas maiores nos tranquilos subúrbios. Não que as famílias hoje sejam maiores. Dados de 2009 do US Census Bureau, responsável pelo censo norte-americano, indica que cada lar é ocupado por, em média, 2,57 pessoas. Em 1950, eram 3,37. 


    As pessoas fogem do estresse, mas seus empregos estão nas metrópoles. E o carro é indispensável. As vendas de veículos caíram de 2001 para cá, mas a frota dos EUA continua sendo maior que o número de motoristas habilitados. Gastar tempo na cozinha é inimaginável diante da praticidade do fast-food e dos alimentos congelados. Na virada do século, os norte-americanos gastaram 110 bilhões de dólares em restaurantes de refeições rápidas - ou 390 dólares por pessoa. E o conforto também está nas facilidades tecnológicas. Pesquisa da Pew Research Center de 2006 mostra que 71% da população acredita que ter um aparelho de ar-condicionado em casa é fundamental. 


    Qual é o custo desse estilo de vida para o nosso planeta? Embora sejam 5% da população mundial, os norte-americanos são responsáveis por 32% do consumo. Em média, cada cidadão dos EUA produz 760 quilos de lixo por ano - quase o dobro que um do Japão. O relatório State of the World 2010, da Worldwatch Foundation, calculou quantas pessoas o mundo conseguiria manter de forma adequada se elas tivessem os hábitos dos norte-americanos. Resultado: 1,4 bilhão. Porém já somos 6,6 bilhões.


    O dado mais alarmante é a pegada ecológica, conceito criado em 1992 por dois pesquisadores: o canadense William Rees e o suíço Mathis Wackernagel. O cálculo da pegada considera quantos hectares produtivos seriam necessários para recompor os recursos gastos pelo homem. O índice ideal, de acordo com eles, é 1,8 hectare, mas o mundo já consome 2,2. Os norte-americanos precisariam de 9,4 hectares para manter seu ritmo: mais de cinco planetas. 


    "O consumo é um sintoma de um modo de vida, assim como a deterioração ambiental", diz Eda Terezinha Tassara, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (leia o artigo na última página). Para ela, a publicidade usa imagens e valores para alimentar a vontade de consumir, pois cria novas necessidades e reinventa os objetos de desejo. E a máquina é poderosa: levantamento da agência McCann-Erickson estima que, em 2006, foram gastos 630 bilhões de dólares em publicidade no mundo. Esse valor representa mais da metade do PIB brasileiro no mesmo ano. 


    É claro que nem todos os norte-americanos vivem assim. Um exemplo no outro extremo são as pequenas comunidades conservadoras da igreja cristã Amish. Isoladas em áreas rurais, elas rejeitam o contato com o exterior a ponto de deixar de usar a energia elétrica. Os trajes, os equipamentos agrícolas e muitos hábitos do grupo pouco se alteraram do século 18 para cá. Em algumas aldeias, há geradores a querosene e ônibus que levam os amish às cidades próximas em caso de emergência. Mas o uso de combustíveis poluentes é mínimo se comparado ao do restante do país.

O Planeta Terra

  


     A Terra é o terceiro planeta a partir do Sol. É o quinto maior e mais massivo dos oito planetas do Sistema Solar. A Terra também é chamada de Mundo ou Planeta Azul.

      A Terra tem a forma arredondada, a forma de esfera, porém é achatada nos pólos.
    Abrigo de milhões de espécies de seres vivos, que incluem os humanos, é o único lugar no universo onde a existência de vida é conhecida. 
      Mas nem sempre foi assim ao longo de sua formação o planeta possuiu diferentes características houve períodos com temperaturas extremamente elevadas, muito quentes.
    A formação da Terra há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, nesse período o planeta era extremamente quente equivalente a uma imensa bola de fogo, não abrigando nem uma forma de vida. 
     Passados milhões de anos após a formação do planeta, a Terra entrou em um processo de resfriamento, essa alteração originou uma estreita camada de rocha em toda a Terra. 
     Com as mudanças ocorridas na temperatura do planeta, que foi se resfriando, foi expelida do interior da Terra uma imensa quantidade de gases e vapor de água. Esse processo fez com que os gases formassem a atmosfera e o vapor de água favoreceu o surgimento das primeiras precipitações, um longo tempo de chuva ocasionou a formação dos oceanos primitivos, assim o surgimento da vida no planeta.
     A Terra é classificada em três tipos de camadas. De forma simplificada, a Terra é formada por uma camada externa, a Crosta Terrestre, um Manto viscoso e um Núcleo na parte mais interna. 
     A camada externa é denominada de crosta terrestre. A maior parte da crosta terrestre é coberta de água, é a HIDROSFERA, e a parte não coberta por água são os CONTINENTES e numerosas ILHAS.
     O manto é uma camada essencialmente viscosa, composto por substâncias ricas em ferro e magnésio, apresenta temperaturas um pouco elevadas. O Manto fica entre a Crosta e o Núcleo da Terra.
    O núcleo é a camada mais interna do planeta. As temperaturas nessa camada são extremamente altas.